Filipe Toledo, Ítalo Ferreira e a vaga olímpica: tudo sobre

Dois dos surfistas mais vitoriosos do Brasil estão de olho no mesmo pico: Lower Trestles, na Califórnia, palco do surf nos Jogos Olímpicos 2028. Ítalo Ferreira já sabe como é subir no lugar mais alto do pódio olímpico. Filipe Toledo, bicampeão mundial, ainda busca a primeira medalha.

O problema é que a vaga olímpica no Brasil é uma das mais disputadas do planeta. Cada país leva no máximo dois surfistas por gênero, e a fila brasileira é longa. Veja como funciona a classificação e onde os dois estão hoje.

Como funciona a classificação do surf nos Jogos Olímpicos 2028

O surf nos Jogos Olímpicos 2028 terá 48 atletas: 24 homens e 24 mulheres. A regra que mais pesa para os brasileiros é simples: no máximo dois surfistas por gênero por país.

As principais portas de entrada

  • Circuito Mundial da WSL (CT): é o caminho mais importante. O ranking do circuito entre agosto de 2027 e junho de 2028 distribui 8 vagas por gênero.
  • ISA World Surfing Games: o mundial disputado por seleções, com edições em 2027 e 2028, também classifica atletas.
  • Jogos Pan-Americanos de 2027: mais uma chance direta para quem é das Américas.

A temporada de 2026 já conta?

Não diretamente. Mas é ela que decide quem continua na elite do CT em 2027, e é justamente ali que a corrida pela vaga no surf nos Jogos Olímpicos 2028 começa de verdade. Quem vai mal agora corre o risco de nem estar na largada.

Ítalo Ferreira: o campeão olímpico quer repetir a dose

Ítalo Ferreira fez história em Tóquio 2020, quando se tornou o primeiro campeão olímpico do surf masculino. Depois, ficou fora de Paris 2024.

Em 2026, ele vive uma fase excelente. Em agosto, chegou à liderança do ranking mundial depois de parar na semifinal do Taiti. Em Fiji, mesmo competindo poucos dias depois de sofrer um acidente no treino, venceu a primeira bateria antes de cair na terceira fase.

Se mantiver esse ritmo, Ítalo Ferreira chega a 2027 como um dos favoritos brasileiros a uma vaga no surf dos Jogos Olímpicos 2028.

Filipe Toledo: a medalha que ainda falta

Filipe Toledo tem dois títulos mundiais, em 2022 e 2023, e é considerado um dos surfistas mais rápidos e criativos do circuito. Esteve em Paris 2024, mas voltou sem medalha.

O segundo semestre de 2026 começou difícil: Filipe parou na segunda fase no Taiti e em Fiji, nesta última num duelo decidido nos detalhes, 16,40 a 16,00. Ainda assim, ele já deixou claro que as metas do ano são terminar entre os cinco melhores e brigar pela vaga olímpica.

E tem um detalhe que joga a favor dele: Lower Trestles é praticamente o quintal de casa. Filipe mora em San Clemente, a poucos minutos do pico, e foi ali que conquistou os dois títulos mundiais, nas finais da WSL de 2022 e 2023.

Por que a vaga olímpica brasileira é tão difícil

Com apenas duas vagas masculinas por país, o Brasil tem um problema que quase ninguém tem: talento demais. Além de Filipe Toledo e Ítalo Ferreira, nomes como Gabriel Medina, Yago Dora e João Chianca também estão na briga.

Na prática, não basta ficar entre os 8 melhores do ranking. É preciso estar entre os dois melhores brasileiros. Por isso, cada bateria do circuito em 2027 vai valer como uma final para o surf brasileiro nos Jogos Olímpicos 2028.

Lower Trestles: o palco do surf nos Jogos Olímpicos 2028

Paris 2024 levou o surf para os tubos pesados de Teahupo’o, no Taiti. Para o surf nos Jogos Olímpicos 2028, Los Angeles escolheu uma onda bem diferente. Lower Trestles tem ondas rápidas e bem formadas, que abrem para os dois lados e pedem muita velocidade, rasgadas fortes e aéreos.

O circuito mundial passa por lá em setembro de 2026, uma prévia valiosa para quem sonha com o surf nos Jogos Olímpicos 2028.

Como treinar como os atletas de elite

Surfista profissional não treina só no mar. Em dia de flat, o treino segue em terra, com foco em equilíbrio, rotação de quadril e tempo de reação, usando ferramentas como o simulador de surf e o balance board. Os Pro Models da Balloon Co, como o de Adriano de Souza, o Mineirinho, campeão mundial em 2015, foram desenvolvidos junto com atletas.

Perguntas frequentes

Quando serão os Jogos Olímpicos de 2028?

Os Jogos de Los Angeles acontecem entre 14 e 30 de julho de 2028.

Onde vai ser o surf nos Jogos Olímpicos 2028?

Em Lower Trestles, em San Clemente, na Califórnia (Estados Unidos).

Quantos surfistas brasileiros podem ir às Olimpíadas?

No máximo dois por gênero: dois homens e duas mulheres. Um terceiro atleta só é possível em casos excepcionais, pela classificação por equipes no mundial da ISA.

Filipe Toledo e Ítalo Ferreira já estão classificados?

Ainda não. A disputa pela vaga olímpica através do circuito mundial só começa a valer em agosto de 2027. Por enquanto, os dois brigam para seguir na elite e chegar fortes na corrida pelo surf nos Jogos Olímpicos 2028.

Leve o treino dos profissionais para a sua rotina

Enquanto a corrida pelo surf nos Jogos Olímpicos 2028 não esquenta, você pode treinar como quem está na briga. Entre no site da Balloon Co e confira os simuladores de surf, os Pro Models e os balance boards para evoluir no equilíbrio e nas manobras mesmo nos dias sem onda.

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